A influência da luz no afeto e humor dos indivíduos

11/05/2009

De acordo com estudos realizados por psicólogos e outros especialistas, demonstrou-se que grandes variações lumínicas produzem efeitos importantes no comportamento do homem e, inclusive, que níveis lumínicos muito baixos ou muito altos podem mudar o humor das pessoas (BELCHER & KLUCZNY citado por TONELLO, 2001).


O pesquisador John Flynn (FLYNN 1973) foi um dos pioneiros nas pesquisas sobre a preferência da iluminação de estudantes universitários. Em uma de suas pesquisas sobre como a luz afeta a impressão subjetiva do usuário com relação a um determinado local, Flynn concluiu que a luz difusa do teto pode afetar a percepção de claridade, mas tem pouca influência no que se refere à impressão de prazer. Outra conclusão foi que a iluminação com dowlighting leva a uma avaliação mais positiva que a luz difusa do teto.

Outra pesquisa importante relacionada ao mesmo tema foi de Marans e Brown (MARANS & BROWN 1987), que nos anos de 1980 fizeram uma avaliação pós-ocupação das condições de iluminação dos ambientes de 13 edifícios de escritórios. O estudo fez uma relação entre as medidas quantitativas (condições fotométricas) e as medidas qualitativas (satisfação relatadas pelos ocupantes).

A pesquisa mostrou, entre outros resultados, que 75% dos indivíduos que trabalhavam sob uma iluminação direta com luminárias de lâmpada fluorescentes com alertas tinham uma maior satisfação com o seu posto de trabalho que os que estavam sob uma iluminação com luz indireta integrada ao mobiliário. O estudo também observou que os trabalhadores que tinham o controle da iluminação e o controle das cortinas sentiam mais satisfação com seu local de trabalho que os que não tinham este controle.

Os estudos de Flynn (1973), Marans e Brown (1987) exemplificam como a iluminação influencia na percepção e na satisfação dos trabalhadores. Ainda assim, o que importa é o que esperamos da iluminação do ambiente, se ela irá satisfazer nossas necessidades e expectativas enfatizando o que desejamos ou necessitamos ver. A pesquisadora J. Veitch (VEITCH 2001) selecionou quatro itens mais usados pelos iluminadores como definição para a relação entre luz e comportamento, sendo estes: percepção do controle (decisão de apagar ou acender a luz da sala e abrir ou fechar cortinas); atenção (destacar áreas ou objetos através dos contrastes de iluminância); avaliação do ambiente (elaboração de julgamento estético) e o afeto (descrição de repostas emocionais). Veitch considera que para se alcançar uma qualidade lumínica de um ambiente é necessário que o sistema de iluminação seja adequado para a realização de tarefas, que permita ao indivíduo identificar as formas de espaço e que a luz lhe seja agradável, criando um conforto visual, de forma a não prejudicar sua saúde.

A pesquisadora Sanchez (2002) fez uma análise das condições mais encontradas em iluminação nos escritórios: iluminação natural e iluminação artificial. Na sua pesquisa foram avaliados, em duas etapas distintas, dados objetivos (temperatura corporal, capacidade de atenção e rapidez) e dados subjetivos (nível de esgotamento mental e concentração). Para isso, foi criado um programa a partir de testes de psicometria de forma a também criar uma tarefa que pudesse levar ao estresse. Este tipo de análise permite avaliar se um sistema lumínico além de influenciar subjetivamente os indivíduos interfere no seu desempenho. É importante ressaltar que a pesquisadora viu a necessidade de escolher pessoas com características similares, como a idade, a tendência de atividade (matutino/vespertino) e as horas habituais de sono.

O ser humano reage emocionalmente quando estimulado pela luz. Estes estudos demonstram que há repostas diferentes na avaliação do espaço conforme o tipo de iluminação. Algumas pesquisas apontam que a luz influi nas emoções, no humor e no comportamento dos indivíduos.

Fonte: Lume Arquitetura


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